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O que é senso de dono e como incentivá-lo nas equipes?

Foto de Renato Navas, Especialista Pulses em People Sucess
Por Renato Navas 9 min leitura

Saiba o que a gestão de pessoas pode fazer para ter talentos que “vestem a camisa” da organização

O senso de dono pode ser despertado por ações de encantamento ao longo da jornada do colaborador. Você já parou para pensar se o seu time de RH e as lideranças da sua empresa mantêm práticas com esse foco?

Apesar de parecer um desafio expressivo, saiba que tem tudo a ver com o quanto seus talentos estão engajados, além de um posicionamento conciso da organização sobre suas diretrizes e caminhos. 

Quer entender melhor?

Mulher trabalhando em um escritório, na frente do computador, em referência ao engajamento no trabalho à distância

Então, faça a leitura deste artigo da Pulses para ter uma visão completa sobre o tema e compreender como é possível unir tudo isso em ações práticas da gestão de pessoas! 

Afinal, o que é ter senso de dono na empresa?

Ter senso de dono significa apresentar atitudes que demonstram uma preocupação genuína com melhorias na empresa, tais quais:

  • identificação de problemas, proposição e execução de soluções;
  • priorização das demandas de acordo com os objetivos do negócio;
  • sugestão de novas ideias.

Colaboradores que agem dessa forma contribuem com a evolução da organização. E, não só isso: também impulsionam a própria carreira. 

 A diferença entre “vestir a camisa” e ser workaholic

Vale destacarmos que um colaborador altamente engajado com a função e com a empresa não é o mesmo que um colaborador viciado em trabalho (ou workaholic). 

O primeiro fortalece uma relação de envolvimento, enquanto no segundo caso há uma conduta não saudável de dependência. A seguir, vamos ver características que nos ajudam a distinguir esses dois casos!

6 características de profissionais com senso de dono

Para entendermos melhor o perfil de quem trabalha como se fosse proprietário da empresa, vamos conferir os atributos que constituem esse tipo de comportamento. 

imagem de uma mulher e um homem trabalhando com o notebook representando o senso de dono

Colaboração

Pessoas com atitude de dono são integradoras, ou seja, gostam de envolver colegas em suas realizações. É comum que aprimorem ou criem habilidades para liderarem projetos com eficácia. 

Identificação

Para cuidarmos de algo como se fosse nosso, precisamos cultivar bons sentimentos sobre isso, não é mesmo? 

Por essa razão, geralmente as pessoas com essa mentalidade de pertencimento legítimo sobre a corporação são aquelas que se identificam verdadeiramente com a cultura organizacional. Isso inclui aprovar objetivos, políticas e estratégias do negócio. 

Flexibilidade

Outra qualidade muito observada entre colaboradores com senso de dono é a compreensão sobre diferentes momentos da empresa

A partir disso, a pessoa se mostra disposta a adaptar-se frente a diversas necessidades, sejam elas referentes a um período mais intenso de trabalho ou a qualquer mudança no ambiente corporativo. 

Proatividade

Essa é uma soft skill muito admirada por gestores, e fundamental para que o colaborador conquiste autonomia profissional ao longo da carreira. Ser proativo quer dizer não esperar por estímulos externos para agir quando algo está ao nosso alcance.

Portanto, é mais uma característica de funcionários que atuam como se fossem donos do negócio!

Autogerenciamento

Autogerenciar-se corresponde à capacidade de coordenar diferentes pontos, como:

  • controle de prazos e metas;
  • disciplina com horários e entregas;
  • reconhecimento de pontos fortes e de oportunidades de melhoria;
  • inteligência emocional;
  • assumir novos desafios. 

Foco em resultado

Profissionais que “vestem a camisa” incorporam em suas rotinas as diretrizes estratégicas da empresa a curto, médio e longo prazo

Dessa maneira, conseguem não só cumprir suas funções alinhadas a isso, como também proporcionam ganhos ao longo dos processos com contribuições pertinentes. 

Como fazer uma boa gestão de performance? Ouça o podcast da Pulses e descubra!

Por que alguns profissionais não conseguem ter essa atitude?

A primeira resposta possível para a pergunta deste tópico está no estilo da gestão de cada local de trabalho. Isto é: você já se perguntou se a sua organização oferece espaço para que esse tipo de colaborador se manifeste ou seja estimulado?

Pois é, existem casos em que uma postura com os aspectos que vimos até aqui pode não ser tão bem recebida. 

Agora, se essa não é a realidade da sua companhia, é importante investigar a fundo algumas questões que tangem tanto à gestão quanto ao capital humano. No último tópico, veremos todas elas em detalhes!

Enquanto isso, vale uma ressalva:

Dedique atenção especial aos processos seletivos

Lembra-se do que falamos sobre o quanto uma pessoa que age como se fosse dona da empresa se identifica com a organização? 

Mulher sorrindo enquanto segura um notebook com uma mão e digita com a outra em referência à colaboradores engajados

Isso precisa ser considerado desde o primeiro contato para uma vaga. Uma corporação que possui clareza a respeito dos pilares que sustentam sua cultura deve aplicá-los como critérios para validar ou não uma contratação.

Mesmo porque uma pessoa que não acredita nos valores comunicados pela sua marca dificilmente irá desenvolver níveis satisfatórios de senso de pertencimento. Provavelmente, será questão de tempo até que essa relação se desgaste. 

As vantagens do senso de dono para a equipe

Por outro lado, processos seletivos condizentes à cultura e o estímulo de atitudes proativas podem trazer muitos ganhos para o dia a dia da corporação!

Entre os principais benefícios para times que contam com profissionais desse tipo está o potencial agregador de colaboradores altamente engajados. Isso porque é forte a tendência de que esse sentimento seja transmitido aos pares e outros colegas no dia a dia, multiplicando esse fator tão importante para a produtividade e a qualidade do trabalho

Também podemos citar uma boa manutenção do clima organizacional, constituindo um ambiente saudável formado por pessoas que trabalham felizes. 

E as vantagens para a empresa?

No caso da organização, os ganhos são:

  • baixo turnover, como consequência do bom engajamento;
  • elevação da produtividade e da inovação, com ideias sendo propostas e profissionais exercendo autogerenciamento;
  • reforço da employer branding, como resultado da satisfação dos funcionários.

Com relação ao último item, podemos abrir um parênteses e citar a alta probabilidade de surgimento de embaixadores da marca em meio a esse contexto, ampliando ainda mais os pontos positivos alavancados ao motivar o senso de dono entre as equipes.

Veja como despertar e manter o senso de dono nos seus colaboradores

Podemos dizer que a base de sustentação para provocar nas equipes o desejo de trabalharem como se fossem proprietários do negócio está em promover:

  • apoio para a evolução e crescimento profissional dentro da empresa;
  • liberdade e autonomia para que cada um possa executar seu trabalho da melhor forma seguindo orientações estratégicas;
  • incentivos de diferentes tipos, desde iniciativas de reconhecimento a benefícios.

Tais elementos compõem o cenário ideal para fazer com que o colaborador sinta vontade de propor novas soluções. 

Para complementar isso de forma mais prática, elaboramos abaixo uma sequência de sugestões que podem ser incorporadas pela gestão de pessoas da sua empresa. 

Análises de perfil e comportamento

Integrantes de uma mesma equipe podem ter maneiras distintas de exercer o senso de dono. Pesquisar continuamente as percepções reais dos seus colaboradores é o primeiro passo para conseguir assimilar isso. 

Sua empresa aplica pesquisas contínuas com essa finalidade?

Desenvolvimento dos líderes

O seu RH sustenta ações contínuas de desenvolvimento dos líderes?

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Práticas de reconhecimento

O senso de pertencimento deve ser cultivado dia após dia nos seus colaboradores. Reconhecer as entregas e inserir esse tipo de prática com naturalidade no cotidiano é um excelente instrumento para isso, especialmente para pessoas com baixa autoestima. 

Sua gestão de pessoas estimula o reconhecimento de líderes e liderados?

Avaliações de desempenho

Medir a performance com instrumentos especializados e justos é determinante para que gestores tenham um retrato verdadeiro sobre o engajamento na corporação, seja de uma equipe ou individual.

Junto a análises de perfil que já comentamos anteriormente, essa informação é capaz de revelar insights para planos de ação estratégicos sobre as habilidades a serem aprimoradas e ajustes necessários para elevar o desempenho do time

Boas práticas de comunicação interna

Gestores e RH não podem esperar que os profissionais demonstrem senso de dono se a organização não consegue comunicar nitidamente:

  • objetivos;
  • valores;
  • estratégia;
  • prioridades;
  • metas.

Cada um desses itens são elementos que interferem em qualquer decisão, e fica muito mais fácil um profissional agir sozinho quando ele possui completo entendimento sobre todos eles. 

É possível fazer tudo isso na gestão à distância?

A resposta é: sim. Por mais que pareça tão desafiador quanto em modelos de trabalho presencial, aos poucos o mercado passou a compreender como aplicar técnicas para manter o time engajado à distância

O principal aliado para isso é a cultura, o que já foi comprovado por pesquisas globais. A PwC, por exemplo, divulgou um levantamento apontando que uma cultura coerente e consistente foi o que deu suporte ao sucesso de muitas organizações durante a pandemia:

  • para 69% das lideranças de mais de 50 países onde a pesquisa foi aplicada, a cultura foi extremamente importante para atravessar essa fase de mudanças;
  • a relevância da cultura organizacional para a agenda dos líderes saltou de 53% para cerca de 85% nos tempos atuais;
  • a satisfação dos colaboradores é 80% maior em corporações com uma cultura bem estabelecida. 

Sabendo de tudo isso, separamos uma indicação para fechar essa leitura com chave de ouro!

Assista agora ao webinar da Pulses sobre como manter cultura, clima, engajamento e performance à distância e descubra como alcançar a excelência da sua gestão!

Pessoa sentada em um banco de praça com computador no colo respondendo a pesquisa de engajamento da Pulses
Renato Navas Renato Navas é Cofounder e Head de People Success da Pulses. Psicólogo, pós-graduado em Administração, especialista em Leitura e Manejo de Grupos, Executive Coaching & Leadership Mentoring, Análise Transacional e Team Coaching. Experiência de mais de 15 anos em programas de desenvolvimento de liderança e de RH. Professor de pós-graduação em Gestão de Pessoas.  linkedin.com/in/renato-navas-27888016/

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Avaliação*

DAVI

(5/5)

Ótimo,fiquei muito interessado em conhecer as idéias

Jaqueline do Prado

(5/5)

Muito interessante, gostei do conteúdo e de como foi desenvolvido. Alguém com senso de dono pode parecer arrogante? Como fugir disso ?

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