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O que é liderança: conheça os principais tipos e veja como escolher o ideal

Foto de Renato Navas, Especialista Pulses em People Sucess
Por Renato Navas 12 min leitura

Saiba como funcionam os principais tipos de liderança e descubra qual se encaixa melhor no seu modelo de gestão

O que é liderança para você? A resposta depende de uma série de variáveis que estão diretamente relacionadas à cultura da empresa. Além disso, ela está atrelada ao que internalizamos ao longo do tempo a respeito do papel do gestor.

Isso quer dizer que existem tipos de liderança que merecem ser conhecidos e debatidos. Se você tende a atrelar o papel do líder com a figura do chefe onisciente e onipotente, precisa desmistificar esse conceito.

Veja a seguir o que é e o que caracteriza os diferentes modelos de liderança e descubra qual deles reflete a cultura do seu negócio.

Mulher negra explicando coisas a um grupo de colaboradores da empresa em referência ao que é liderança

O que é liderança?

Donald H. McGannon, um dos principais líderes da TV americana, criou uma afirmação que todo gestor deve compreender: liderança é ação, não posição.

Esse é o primeiro passo para desconstruir a ideia de que o líder é aquele ao qual os colaboradores devem estar subordinados. Para além da hierarquia, é preciso focar nas atitudes que esse tipo de cargo exige. 

Um estudo realizado pela Vittude, startup de atendimento psicológico online, revelou que 55% dos líderes brasileiros têm enfrentado problemas de saúde mental. Esses problemas são desde estresse até problemas mais graves, como depressão e burnout.

Uma das razões que justificam esses dados é a falta de conexão entre o papel desempenhado pelo gestor e a cultura da empresa. A ausência dessa sincronia gera ruídos e sobrecargas que impactam diretamente na produtividade.

Não é à toa que o trabalho dos líderes tem sido foco de muitos debates, principalmente nesse contexto de transição do trabalho presencial para os modelos de trabalho remoto e híbrido.

Tipos de liderança do século XXI

Como dissemos no início deste artigo, as lideranças não devem ser encaradas como figuras oniscientes, que ocupam cargos de respeito e cuja tarefa é dar ordens aos seus subordinados.

Esse é um conceito que foi perdendo a força no século XX. Quando falamos em liderar no século XXI, precisamos relacionar a figura do gestor a ações que determinam uma visão:

    • empreendedora;
    • inspiradora;
    • motivadora;
    • influenciadora;
    • orientadora;

Além disso, é preciso ter características de gestão emocional e melhoria contínua.

O tipo de liderança reflete a cultura da empresa. Cabe ao líder focar, não apenas nas metas e processos organizacionais, mas conquistar resultados que agreguem valor para seu crescimento pessoal e profissional, bem como da sua equipe. 

Sabendo o que é liderança e, com base nessas informações, podemos avançar um pouco mais na discussão e compartilhar com você os principais tipos de liderança do século XXI. Veja a seguir quais são eles.

Democrática

A liderança democrática é caracterizada pela construção horizontal da relação entre o líder e sua equipe.

Isso quer dizer que, independente da posição ou da atividade desempenhada, todas as pessoas participam da maioria das tomadas de decisão.

Do mesmo modo, as responsabilidades são compartilhadas por todos os colaboradores. Não é à toa que o modelo democrático de gestão está entre os mais bem avaliados em pesquisas de clima e engajamento.

Em tempos de trabalho remoto, quem atua nesse modelo de gestão tem consciência de que a produtividade e a relação de parceria se mantêm firmes. 

Afinal, a distância não é problema para cocriação e bons resultados.

Liderança democrática na prática

Quem foca na liderança democrática valoriza o estímulo colaborativo, produtivo, criativo, entre outros fatores que incluem os colaboradores em uma jornada de descoberta de soluções que favorecem a todos.

Um líder democrata sabe exatamente como e quando é preciso rejeitar ou agregar ideias. Além disso, ele é capaz de criar um processo simplificado de tomada de decisão, de modo a agilizar etapas. 

Ele sabe envolver as pessoas certas, de acordo com o cenário ou problema apresentados. Por fim, a gestão democrática implica a capacidade de transformar problemas em oportunidades. 

Liberal

Esse tipo de liderança traduz a condução de uma gestão focada no método colaborativo. Assim como ocorre na liderança democrática, o gestor incentiva os colaboradores a participar da tomada de decisões na empresa.

O líder segue o conceito conhecido como laissez faire. O termo em francês significa “deixar fazer”, ou seja, incluir todos no processo decisório do projeto, desde o planejamento até a etapa final da execução e avaliação dos resultados.

Além disso, o gestor entende que sua equipe pode realizar as atividades com autonomia, o que dispensa as orientações e delegação de tarefas com maior frequência.

Esse modelo de liderança é pautado na confiança e descentralização de poder. Isso faz com que os colaboradores desenvolvam um senso de autogestão, além de os motivar a resolver problemas e criar soluções eficazes e criativas no dia a dia. 

Liderança liberal na prática

Se você descobriu o que é liderança liberal e se identificou com esse modelo, é importante saber como colocar em prática. Em primeiro lugar, entenda que esse tipo de liderança não significa ser omisso de suas responsabilidades.

Um líder liberal deve ser capaz de se envolver ainda mais com sua equipe, de modo a garantir a maturidade e o cumprimento de tarefas, prazos e metas.

A flexibilidade nesse tipo de gestão é sinônimo de espírito colaborativo.

Coaching

Esse tipo de liderança possui foco maior nas habilidades dos colaboradores. Um líder coach se concentra em analisar o potencial da equipe e estimular seu crescimento.

Para isso, é preciso instigar os colaboradores a se aperfeiçoarem. Isso pode ser feito com treinamentos e feedbacks constantes. Vale dizer que o líder coach deve ter um perfil criativo e pautado na gestão emocional.

Além disso, ele deve ser capaz de tomar decisões rápidas e assertivas, criar uma relação de confiança com sua equipe e saber aceitar feedbacks.

Se você se identifica com esse tipo de liderança, veja a seguir como ela funciona na prática. 

Liderança coaching na prática

Uma das principais habilidades do líder coach é “fazer junto?.

Isso quer dizer que ele caminha lado a lado com sua equipe para que as metas sejam cumpridas com êxito, seja dando orientações e executando as mesmas tarefas com os profissionais.

Nesse modelo de gestão, o líder deve conduzir suas ações com base nos pilares da metodologia coach. Na prática, ele segue um caminho prático:

    • analisa o cenário atual;
    • define metas;
    • cria objetivos;
    • define plano de ação com foco em resultados a curto, médio e longo prazo. 

Técnica

Como o próprio nome sugere, o líder valoriza o desempenho técnico de sua equipe. Isso quer dizer que ele conta com ampla capacidade analítica e, portanto, conhece as competências de cada colaborador e sua importância para a empresa.

Uma das vantagens desse tipo de liderança é o alto nível de conhecimento técnico, que serve como base para sua equipe.

No entanto, é preciso ponderar essa capacidade para não gerar um ambiente autoritário e desmotivador.

Na liderança técnica, é preciso assumir as ações que envolvem, desde o planejamento de tarefas, até prever problemas mais complexos. Isso implica em alto nível de experiência por parte do gestor, tempo de dedicação e atenção dobrada.

Liderança técnica na prática

Para instaurar um modelo de liderança técnica, o gestor deve manter-se sempre atualizado e conhecer os detalhes dos processos e projetos nos quais sua equipe trabalha.

Isso implica em estudos e percepção estratégica de mercado.

Afinal, o líder técnico é quem tira as dúvidas que podem surgir no dia a dia e sempre está de prontidão para ajudar sua equipe com base na execução das tarefas.

Para evitar o autoritarismo, é fundamental contar com habilidades comunicativas estruturadas pela empatia e autogestão emocional. 

Motivacional

O propósito da liderança motivacional é gerar uma gestão pautada na inspiração e compreensão mútua.

O líder inspira e é inspirado por sua equipe, já que se empenha em analisar os pontos de destaque do time.

Esses elementos de destaque são valorizados no dia a dia, seja de modo orgânico ou por prêmios, promoções, reconhecimento e benefícios aos colaboradores.

Esse tipo de liderança tende a potencializar o trabalho em equipe, além de aumentar a produtividade.

Afinal, os colaboradores se sentem partes importantes de um organismo vivo e, em períodos de crise, se empenham em encontrar soluções. 

Liderança motivacional na prática

O líder motivacional é capaz de inspirar os colaboradores, para que todos alcancem um objetivo comum, com base nas metas da empresa, empatia e respeito às particularidades de cada um. Seu trabalho é direcionado pelo apelo emocional.

O perfil de liderança conta com uma boa dose de otimismo. O gestor tem o papel de encorajar sua equipe, controlar os problemas, promover a escuta ativa, criar métodos eficazes de comunicação e compreender os processos de forma ampla.

Carismática

Alguns dos fatores de destaque desse tipo de liderança é a capacidade de persuasão e influência do gestor. Isso quer dizer que o foco do modelo carismático é a comunicação.

O líder deve saber como, quando e por quê dizer para conseguir alcançar as metas da empresa. Além das palavras certas, ele conta com ampla capacidade de inteligência emocional.

A liderança carismática é pautada no discurso, mas deve incluir confiança e postura exemplar, de modo que os colaboradores ajam da forma esperada pelo gestor.

Uma das vantagens do modelo carismático é a competência para resolver conflitos. 

Liderança carismática na prática

Como você notou, a comunicação é a base da liderança carismática. O líder deve, além de conhecer os detalhes dos processos da empresa, dominar as principais habilidades relacionadas às práticas discursivas.

Os canais de comunicação consideram as necessidades dos colaboradores e a cultura da empresa. É importante usar palavras de fácil compreensão, diversificar meios e transmitir mensagens com clareza e boa articulação.

Situacional

O foco desse tipo de liderança está na visão estratégica e capacidade analítica do gestor. O método situacional é direcionado pela capacidade de adaptação a diferentes acontecimentos que podem mudar o curso da empresa.

Seja por conta de problemas econômicos, gestão de conflitos ou interferências negativas na cultura organizacional, cabe ao líder conduzir ações para solucionar falhas e garantir que sua equipe trabalhe em prol de bons resultados.

Esse é um dos modelos de gestão que têm se adaptado ao cenário atual. Com o crescimento do trabalho remoto, o líder precisa contar com boa capacidade analítica e de planejamento para manter a equipe engajada.

Liderança situacional na prática

O líder situacional deve ser capaz de avaliar as necessidades e demandas do negócio e criar estratégias para que os colaboradores desenvolvam suas tarefas com base nesses elementos. Isso implica em 4 pilares:

    • direcionar;
    • orientar;
    • apoiar;
    • delegar.

Dessa forma, ele se envolve no processo, ao mesmo tempo em que direciona as responsabilidades para cada membro de sua equipe.

Existe um modelo de liderança ideal?

Agora que você já sabe o que é liderança e quais são os modelos em evidência na atualidade, precisa entender qual é o que mais se adequa às necessidades, valores e cultura da empresa em que atua.

Isso significa que não existe um que seja melhor ou pior. Tudo vai depender do contexto atual do negócio e da identificação do perfil mais adequado para alcançar resultados e cumprir metas, sempre com foco nos colaboradores.

Além disso, é possível misturar características de dois ou mais tipos de lideranças para situações e épocas diferentes do negócio.

Cabe ao gestor analisar a cultura da empresa e avaliar as habilidades de sua equipe para encontrar um ponto de conexão e equilíbrio entre ambos, de modo a considerar os interesses e objetivos coletivos e individuais.

Você já aplicou alguns desses modelos de liderança?

Compartilhe suas experiências de gestão conosco e conte com a plataforma de gestão contínua de pessoas da Pulses para manter o foco nos resultados do seu negócio e no bem-estar da sua equipe.

Independente da escolha de um ou mais métodos, é fundamental avaliar como os colaboradores estão lidando com a gestão. Nesse contexto é importante investir em uma pesquisa de clima organizacional e engajamento.

Por meio dela, você obterá dados importantes a respeito do envolvimento de cada colaborador com a equipe, cultura da empresa, relação com o líder, entre outros elementos que possam te ajudar a mensurar seu modo de gestão.

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Renato Navas Renato Navas é Cofounder e Head de People Success da Pulses. Psicólogo, pós-graduado em Administração, especialista em Leitura e Manejo de Grupos, Executive Coaching & Leadership Mentoring, Análise Transacional e Team Coaching. Experiência de mais de 15 anos em programas de desenvolvimento de liderança e de RH. Professor de pós-graduação em Gestão de Pessoas.  linkedin.com/in/renato-navas-27888016/
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