Home » Blog » Gestão de pessoas » Gestão de riscos: 5 passos para implementar na empresa
Compartilhe

Gestão de riscos: 5 passos para implementar na empresa

Foto de César Nanci, especialista Pulses em Data Science
Por Cesar Nanci 9 min leitura

Identificar e analisar possíveis ameaças a empresa pode aumentar a lucratividade e otimizar o trabalho

A gestão de riscos envolve administrar fatores internos e externos que geram algum nível de incerteza no negócio. Pode estar relacionado a aspectos econômicos, operacionais ou mesmo aos recursos humanos.

Eles geram prejuízos e podem ter impactos severos na manutenção do negócio. Por isso, a melhor forma de prevenir riscos é enfrentá-los diretamente e estabelecer um planejamento proativo para os imprevistos. 

É preciso identificar, analisar e lidar com possíveis riscos que ainda não se concretizaram. Uma empresa que não se planeja e negligencia questões importantes como esse tema pode sofrer consequências negativas e até mesmo falir, a depender da extensão do problema.

Um homem e uma mulher sorrindo e olhando para um tablet em referência à gestores de pessoas

Neste conteúdo, descubra como estabelecer um planejamento eficiente nesse tema e quais as vantagens de fazer isso na sua empresa. Além disso, descubra como ela se relaciona com o RH e a importância de se antecipar às ameaças. 

O que é a gestão de riscos na prática?

Ela é um conjunto de ações que visam controlar potenciais ameaças ao negócio. O objetivo é ter um processo para minimizar e tratar os possíveis danos. Ou seja, uma postura proativa e não reativa.

Em outras palavras, não basta agir quando o risco já tiver se manifestado, é preciso antecipá-lo. Nesse sentido, como lidar com os riscos que são completamente inesperados? Para isso também é importante ter um planejamento sobre o comportamento adequado na situação. 

Assim, essa gestão estabelece uma forma de lidar com a questão, seja qual for, com agilidade e eficiência para mudar a realidade. Os riscos devem ser identificados, mapeados e qualificados para sempre melhorar os processos internos. 

Na hora de definir um planejamento é preciso responder perguntas como:

  • Qual é a probabilidade deste risco acontecer?
  • Se esse risco se concretizar, qual o impacto que gera na empresa?
  • Qual é o plano de ação em resposta a este risco?
  • Quem é responsável pela gestão voltada à riscos?

Talvez as respostas não sejam claras e fáceis, mas buscar respondê-las é fundamental para criar um bom planejamento nesse assunto. Só assim a empresa estará apta para lidar com situações adversas.

Os tipos de riscos

Os riscos podem ser de todos os tipos, atingindo áreas diferentes da empresa. Pode envolver fatores externos como a economia ou desastres ambientais, ou está relacionado a algo interno como o lançamento de um produto ou substâncias tóxicas no ambiente de trabalho.

Alguns dos principais exemplos de riscos são: 

  • Estratégico;
  • De conformidade ou compliance;
  • Financeiro;
  • Operacional;
  • Ambientais;
  • Cibernéticos;
  • No ambiente de trabalho.

O que diz a ISO 31000?

A ISO 31000 é a norma internacional para gestão de riscos com princípios e diretrizes para análise e avaliação de risco. 

Com isso, estabelece orientações para que as empresas possam gerenciar riscos e criar estrutura e processos internos para lidar com eles.

A ISO 31000 mostra que os princípios para uma gestão eficiente e eficaz desse tipo envolve a criação e proteção de valor considerando as seguintes características:

  • Melhoria contínua;
  • Integrada;
  • Estruturada e abrangente; 
  • Personalizada;
  • Inclusiva;
  • Dinâmica;
  • Melhor informação disponível;
  • Fatores humanos e culturais.

Os processos dessa gestão estão ligados à criação de uma série de políticas, procedimentos e práticas para estabelecer contexto, avaliar, monitorar e relatar ameaças. 

Mais adiante, falaremos melhor sobre os passos da execução, antes vamos entender sua importância para o negócio.

Foto de três pessoas em um ambiente corporativo ledo um contrato representando a gestão de riscos.

Por que ela é tão importante para o negócio?

A melhor forma de prevenir é medir e controlar os riscos de forma eficiente para ter mais clareza e proatividade para agir, quando for necessário. Com uma gestão bem feita, eles podem ser controlados para não se tornarem um problema.

É válido pontuar que risco é diferente de problema, o último já é real e afetou a empresa de alguma forma. O risco é uma possibilidade, algo que se tem ciência que pode acontecer e há formas de evitar ou diminuir o impacto causado, daí a importância de fazer uma boa gestão.

Quais as suas vantagens?

Existem inúmeras vantagens de aplicar a gestão voltada à riscos, a começar pela possibilidade de evitar perigos e ameaças que podem afetar o lucro da empresa. Além disso, pontuar as possibilidades ajuda a tornar os processos mais eficazes e aumentar a produtividade.

Entre as principais vantagens, podemos resumir:

  • Ajuda a prevenir perdas;
  • Otimiza recursos e processos;
  • Aumenta a lucratividade;
  • Maior satisfação dos clientes;
  • Facilita o reconhecimento de ameaças.

Leia também: Como fazer a gestão de mudanças na empresa da melhor forma?

Duas mulheres sorrindo e olhando para um tablet em referência à gestores de pessoas

Afinal, o que a gestão de riscos tem a ver com o RH?

Ao falarmos sobre a ISO 31000 acima, um dos aspectos que a norma estabelece como princípios para a gestão de risco são fatores humanos e culturais. Ou seja, eles precisam ser pensados para ajudar a organização a lidar com os efeitos da incerteza em suas metas.

É preciso criar um equilíbrio entre os objetivos da empresa e os riscos possíveis. Essa gestão, por exemplo, deve ser parte integrante de todas as atividades da organização, sempre considerado na tomada de decisões.

Portanto, planejar e usar os recursos humanos para minimizar ou evitar ameaças faz parte do processo. Além disso, o RH precisa lidar com os riscos que envolvem a área e que podem impactar negativamente no desenvolvimento da organização. 

Alta taxa de rotatividade, por exemplo, pode dificultar a execução de projetos e tarefas da empresa. Assim como processos de contratação muito extensos prejudicam as equipes com sobrecarga de trabalho ou falta de liderança.

São questões que podem ser previstas e até evitadas, por isso é tão importante se antecipar. Agora, conheça as principais ferramentas para ajudar nessa gestão e veja o passo a passo para implementar na empresa.

5 ferramentas para auxiliar durante a gestão

What if

A tradução de What if para o português é “E se”, portanto essa ferramenta consiste em responder diversas perguntas iniciadas com essa expressão. É uma forma bem simples e prática de pensar os riscos, algo que pode ser aplicado em reuniões de brainstorm.

Matriz GUT

A matriz GUT considera três aspectos diferentes: gravidade, urgência e tendência. Ao usá-la, é possível analisar o risco com mais precisão e eficácia. 

Em relação à gravidade é preciso saber qual o nível: a urgência determina se é algo que precisa de ação imediata ou se pode aguardar. Por último, a tendência mostra se é algo que pode piorar se nada for feito ou é um risco estável.

PFMEA

Sigla para Process Failure Mode and Effects Analysis ou Análise de Modo de Falha em Processos e seus Efeitos, em português, essa ferramenta é igualmente interessante. Nesse caso, os riscos são qualificados de acordo com o seu efeito.

Com isso é possível identificar o efeito de cada falha, assim como a severidade, a causa da falha e quais as ações recomendadas. A visualização clara das informações é primordial para uma gestão adequada.

Análise preliminar de riscos

Empresas pequenas ou com processos simplificados podem fazer a análise preliminar de riscos. Ou seja, listar todos os riscos possíveis e atribuir notas de gravidade. Os que tiverem notas mais altas devem ser trabalhados com urgência.

SWOT

Outra ferramenta bastante conhecida no mercado e que pode auxiliar na gestão é a análise SWOT ou FOFA com a tradução das palavras para o português: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.

É interessante porque permite uma análise ampla e relacionada com outros aspectos do negócio. Além de minimizar as fraquezas e ameaças é possível pensar em como as estratégias podem potencializar os pontos positivos.

5 passos para executar um gerenciamento de riscos com eficiência

1. Defina os parâmetros de análise

O primeiro passo é definir o contexto de análise, assim como as ferramentas que serão usadas para gerenciar as próximas etapas. Quem será responsável pelo acompanhamento? Como será feito o registro do planejamento? Quem precisa ser consultado para definir os riscos?

2. Identifique os riscos

Em seguida, é hora de identificar os riscos. É importante ampliar a visão e ouvir diversos gestores e colaboradores para entender quais as ameaças que afetam a empresa.

3. Faça análises sobre os níveis de impacto

Depois de listar os riscos possíveis é hora de entender quais são as chances de ocorrerem e o impacto que geraram na empresa. Pode existir aspectos que geram impactos mínimos a serem tratados a longo prazo, enquanto outros são necessários intervenções imediatas.

4. Crie planejamentos para lidar os riscos

Agora que está tudo mapeado é hora de partir para o planejamento. Definia as ações, estratégias, comportamentos e pessoas responsáveis em cada etapa do processo. Saber como agir caso um problema aconteça é tão importante quanto buscar formas de preveni-lo.

5. Mantenha o processo em monitoramento

Quando você identifica os níveis de impacto e as probabilidades de ocorrência, fica mais fácil acompanhar os projetos para atuar nas correções sempre que necessário. Por isso, registrar todas as etapas anteriores é fundamental para proporcionar uma boa perspectiva.

Gostou de entender melhor sobre a gestão de riscos? Aproveite para conferir um conteúdo valioso para o RH sobre feedback: saiba o que é e confira exemplos para aplicar em 2023.

Mulher com os braços cruzados sorrindo confiantemente enquanto olha para frente
Cesar Nanci Cesar Nanci é Cofounder e CEO da Pulses. Especialista em Data Science, dedica-se à aplicação dos conceitos de Analytics e Big Data à gestão de pessoas (People Analytics), com foco especial em Engajamento e Performance. Doutor em Engenharia de Produção e Six Sigma Black Belt. Possui 15 anos de experiência no ramo de consultoria. linkedin.com/in/cesar-nanci/

Deixe seu comentário

Avaliação*

Quer receber mais conteúdos incríveis?

Cadastre-se e receba semanalmente nossos conteúdos por e-mail!

Temos boas notícias:

Para empresas com até 25 colaboradores, oferecemos nossa plataforma gratuitamente!

Faça seu cadastro e comece já a ter dados mais verdadeiros e atualizados sobre a sua equipe.

Cadastre-se

Pronto para “encher seu carrinho”?

Faça o seu cadastro ou acesse sua conta clicando nos botões abaixo para simular e contratar a Pulses de forma simples (e em poucos passos) dentro da nossa plataforma.

Entraremos em contato em breve!

Um de nossos profissionais já está analisando as suas necessidades e logo dará um retorno completo. Mas, se preferir, fale com um de nossos especialistas agora por WhatsApp.

Fale com um especialista

Entraremos em contato em breve!

Um de nossos profissionais já está analisando as suas necessidades e logo dará um retorno completo. Mas, se preferir, fale com um de nossos especialistas agora por WhatsApp.

Fale com um especialista