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11 dicas para melhorar a gestão de clima organizacional

Por Renato Navas 8 min leitura

Para atuar estrategicamente, o time de RH deve monitorar indicadores importantes relacionados à gestão da atmosfera corporativa 

Só é possível propor iniciativas quando se tem conhecimento sobre determinado contexto. Por isso, é indispensável acompanhar com frequência dados que representem a situação da empresa. A partir deles, é possível melhorar a gestão de clima organizacional.

Especialistas de referência nesse assunto, como Josh Bersin, abordam constantemente o conceito de employee experience. Trata-se de uma diretriz essencial para favorecer o ambiente de trabalho.

A experiência proporcionada pela empresa é um fator que impacta diretamente no clima. Afinal, é mais provável que um colaborador se sinta satisfeito em um local de trabalho que demonstre preocupação com:

  • oportunidades de desenvolvimento profissional;
  • plano de carreira;
  • transparência e confiabilidade do negócio;
  • propósito;
  • gestão humana e igualitária.

Um ambiente corporativo que detenha essas características dificilmente terá problemas com o clima organizacional. Ou seja, a equipe terá uma boa percepção sobre a empresa.

Nessa linha, algumas ações podem ajudar a aumentar os índices de satisfação dos colaboradores.

Pessoas com ferramentas e engrenagens nas mãos em referência a gestão de clima organizacional

11 dicas para melhorar a gestão de clima organizacional

Para te inspirar, preparamos a seguir algumas sugestões a fim de potencializar os efeitos da sua gestão de clima organizacional

Foto de Cesar Nanci para falar sobre continuous sensing, a evolução das pesquisas de clima organizacional
Pessoa segurando um ícone feliz na capa de ebook sobre o instrumento pulses para pesquisas de clima organizacional
Pessoa apresentando estatísticas em referência aos motivos para realizar pesquisa de clima organizacional
Duas pessoas olhando o aplicativo da Pulses em referência a adesão à pesquisa contínua de clima organizacional por pulso

Confira, planeje, implemente e avalie os resultados do que estiver em sintonia com o perfil do seu negócio!

1 – Oferecer programas de benefícios

Preocupe-se em saber como está o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional das equipes. O bem-estar no trabalho e a saúde mental dos colaboradores são pontos que merecem muita atenção.

Profissionais sobrecarregados tendem a desenvolver problemas de saúde. Isso pode reduzir a produtividade, desestabilizar a imagem interna da corporação e trazer sérios danos ao principal ativo do negócio: as pessoas.

Por isso, incentivar a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, entretenimento e cuidados com a saúde mental são bons exemplos de benefícios. Use a criatividade e proponha ideias ligadas ao perfil do time e da empresa.

Um plus aqui pode ser a proposição de atividades em grupo, estimulando a convivência entre as pessoas.

2 – Promover a cultura de feedbacks

Criar condições para que os profissionais se acostumem a dar e receber feedback exige um grande esforço dos gestores. Aliás, deve partir das lideranças o exemplo de maturidade para lidar com esse tipo de prática.

É preciso ter consciência de que o feedback não é pessoal. Pelo contrário!

É qualquer informação que faz com que o indivíduo tome consciência do seu desempenho e consiga redirecionar seus esforços para se adequar aos objetivos almejados pela empresa e seu crescimento, de modo a estimular uma relação aberta, madura e independente.

A transparência gerada entre as relações como efeito de ações como essa podem agregar positivamente à mensuração do clima da organização.

3 – Revise o processo seletivo

Na sua opinião, a seleção de novos funcionários segue critérios suficientes para encontrar talentos alinhados à cultura organizacional?

Quanto mais o processo seletivo estiver de acordo com os valores do negócio, maiores serão as chances de se obter indicadores de clima positivos.

A lógica aqui é que a clareza sobre a identidade e propósitos do negócio atrairão candidatos que concordam com o posicionamento em questão. É o que chamamos de fit cultural!

Manter a diversidade e um quadro formado por pessoas que apostam nos ideais da empresa fortalece culturalmente e favorece a harmonia do ambiente.

4 – Capriche no onboarding

A integração de um novo profissional ao time é um momento crucial para fixar os objetivos e direcionamentos da empresa. Um onboarding completo, acolhedor e que compartilhe a história da organização, colabora para o senso de pertencimento.

Conquiste os talentos que vierem para a equipe. É uma ótima oportunidade de demonstrar a cultura praticada internamente e de envolver uma nova pessoa no time. Evite falsas impressões e dúvidas já no primeiro momento!

Se quiser saber mais sobre como fazer isso, assista ao Webinar sobre Onboarding com Mariana Schäffer, Inbound Sales Leader da Pulses:

5 – Busque referências

O dinamismo do mercado tem causado rápidas mudanças, e atualizar-se é primordial! Quais são as referências que você busca para planejar e praticar ideias com seu time de RH?

Faça benchmarking, converse com outros profissionais, leia muito!

Já citamos Josh Bersin no início deste artigo, mas é importante buscar — além dele e de outros estudiosos da área de gestão — notícias e dados sobre o mundo corporativo. Por exemplo, você sabia que:

  • uma pesquisa realizada pela Gartner mostrou que 82% de cinco mil funcionários entrevistados em todo o mundo desejam que as organizações os vejam como pessoas, e não como um número?
  • um levantamento sobre flexibilidade no trabalho realizado em vários países pelo grupo International Workplace Group identificou que 54% dos brasileiros continuam trabalhando enquanto se deslocam para o trabalho (atendendo ligações, verificando e-mails etc.)? 
  • 11% dos profissionais ativos no Brasil estiveram em trabalho remoto durante a pandemia no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)?

Esses são apenas alguns insights, mas informações como essas podem provocar questionamentos ou incentivar ideias significativas. 

Vale lembrar: o time da Pulses está à disposição! Conte com nossos especialistas sempre que for preciso!

6 – Flexibilidade de horários

Já que no tópico acima trouxemos informações sobre horários de trabalho, seguiremos no assunto. Uma medida muito esperada atualmente por profissionais é a flexibilidade.

Ela também está relacionada a outro fator que comentamos anteriormente, o bem-estar.

Horários flexíveis representam liberdade para o trabalhador. Nesse caso, um acordo deve ser feito entre o líder e o funcionário, que se compromete a fazer suas entregas sem a necessidade de comprovar hora de início e hora de saída. 

Há, ainda, a desobrigatoriedade de estar presencialmente em uma empresa. A Robert Half divulgou uma pesquisa em que 60% das pessoas ouvidas querem trabalhar mais dias em casa em vez de irem ao escritório

Sempre que for possível avaliar essas deliberações, pense no assunto!

Sua gestão de clima organizacional certamente ganhará pontos.

7 – Oportunidades de desenvolvimento profissional

Ter um plano de carreira ou aprimorar habilidades profissionais não diz respeito somente ao colaborador. É, acima de tudo, uma prova da visão de negócios da empresa. 

Isso mesmo!

Uma corporação que sabe onde quer chegar tem embasamento suficiente para direcionar metas e atribuições dos seus talentos. Com esse feito, o time e os resultados crescem juntos

Prepare-se para melhorar o engajamento, atrair bons profissionais e reduzir o turnover!

8 – Garantir estrutura adequada para o trabalho

Não há como desenvolver uma boa performance sem os recursos necessários. É como esperar que um piloto de corrida consiga chegar em primeiro lugar com um dos pneus do carro furado. 

Equipamentos de qualidade, softwares atualizados e espaço físico adequado são pré-requisitos para muitas funções. Sem esse apoio, corre-se o risco de que o funcionário sempre se julgue insuficiente ou incapaz de alcançar as metas.

Coloque-se no lugar da equipe! Faça uma revisão e adeque o que for preciso.  

9- Rituais de gestão e confraternizações

Quantas vezes a empresa toda se encontra para discutir o planejamento estratégico em curso? Estabelecer uma agenda e ações de comunicação organizacional são atos imprescindíveis para estabilizar o clima corporativo.

Funciona como um calendário: temos datas comemorativas, aniversários e outros eventos que sempre nos remetem a encontros com amigos e com a família.

Em uma empresa, não é diferente. 

Reunir as equipes ajuda na integração, mantém todos “na mesma página” quanto às diretrizes do negócio e proporciona momentos de descompressão. 

10 – Alinhamento 1:1

A proximidade das lideranças ao time deve ser uma prática constante. O one-on-one, ou simplesmente 1:1, é uma excelente opção para humanizar o perfil de gestão do negócio.

Esse é o nome dado a reuniões particulares, entre duas pessoas, agendadas regularmente ou de forma pontual. Um momento como esse traz contribuições representativas para a relação entre líder e liderado.

É uma forma confortável para tratar assuntos mais delicados, para troca de feedbacks ou mesmo para alinhamento das atividades e projetos.

Não se esqueça: convém ao time de RH realizar esse tipo de iniciativa com a equipe de gestores da empresa. 

11 – Fazer pesquisa de clima

Deixamos essa dica por último propositalmente! Sabe por quê? Acreditamos que você já tenha entendido que investigar a opinião da equipe é primordial. Até aí, tudo bem! 

Mas, lembre-se: isso deve ser feito de forma contínua

Independente das iniciativas que você venha a eleger para a sua gestão, não deixe de medir o pulso da equipe. Mesmo que tudo saia conforme o planejado, o clima da organização é algo volátil.

Mínimos detalhes podem fazer muita diferença quando falamos em gestão de pessoas!

Além de proporcionar dados para tomadas de decisão acertadas, monitorar o clima organizacional nas empresas é uma prova de atenção.

Ouvir os colaboradores demonstra que os gestores se importam com as percepções coletivas sobre a rotina de trabalho.

Mantenha esse canal sempre ativo!

Entenda o clima organizacional da sua empresa 

Só existe uma maneira de fazer a gestão do clima organizacional de forma contínua: através de dados. E, para chegar até eles, informações verdadeiras obtidas por pesquisas frequentes junto aos colaboradores são o caminho mais eficaz.

Afinal, você não pretende basear decisões importantes, esforços e investimentos em achismos, certo?

É necessário sentir continuamente o pulso da corporação. Estamos falando da estratégia Continuous Sensing!

Assista ao webinar e saiba mais sobre o tema para complementar essa leitura:

Banner com Cesar Nanci para falar sobre continuous sensing na gestão do clima organizacional

Renato Navas Cofounder e Head de People Success da Pulses. Psicólogo, pós-graduado em Administração, especialista em Leitura e Manejo de Grupos, Executive Coaching & Leadership Mentoring, Análise Transacional e Team Coaching. Experiência de mais de 15 anos em programas de desenvolvimento de liderança e de RH. Professor de pós-graduação em Gestão de Pessoas.  linkedin.com/in/renato-navas-27888016/
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