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Engajamento no trabalho: entenda o conceito e importância para seu negócio

Por Renato Navas 12 min leitura

Engajar a equipe é valorizar o capital humano, melhorar o clima organizacional e obter melhores resultados para a empresa

A relação entre o bem-estar dos colaboradores com os objetivos das empresas é um dos temas que vêm sendo discutidos no contexto dos Recursos Humanos. Isso pode ser comprovado por uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford.

Segundo o estudo, 13% das pessoas são mais produtivas e executam melhor as atividades quando estão felizes. Por isso, para além das questões processuais e técnicas, as organizações devem se preocupar com o engajamento no trabalho. 

É imprescindível abordarmos aspectos básicos, como o que significa engajamento? O que define uma equipe engajada? Quais são os resultados dentro de uma organização? É possível mensurar isso no dia a dia? 

Com as mudanças no mercado e no regime de trabalho, algumas questões entraram neste escopo. Por exemplo: o distanciamento social pode interferir no engajamento? Como entender o impacto disso no trabalho remoto?

Reunimos todas as respostas sobre o tema para você ficar expert no assunto. Selecionamos dicas valiosas distribuídas ao longo do texto para que você consiga exercer seu papel com excelência na empresa. 

A seguir, você compreenderá o que  significa engajamento e que ações podem ser implementadas para que o engajamento seja convertido em prática, de modo a melhorar o clima organizacional. Boa leitura!

mulher sentada com as pernas cruzadas, no colo um notebook, em referência ao engajamento no trabalho

O que é engajamento?

Falar sobre engajamento está sendo cada vez mais relevante para a área de Recursos Humanos. Engajar significa fazer parte de um propósito ou acordo. O termo está relacionado ao empenho, comprometimento e envolvimento entre colaborador e empresa. 

No contexto das organizações, ele está ligado ao alinhamento ideal entre os objetivos e valores das organizações com o bem-estar da equipe, como já dissemos no início deste artigo.

O que significa engajamento no trabalho?

É importante que você não confunda engajamento com motivação. Quando falamos em motivar, estamos nos referindo a algo que é pontual. Uma pessoa motivada não necessariamente está engajada com a empresa, e vice-versa.

É como se fosse uma força que impulsiona nosso comportamento, direcionando nosso esforço e dedicação. É o que nos leva a ação e neste contexto está mais ligado à realização de uma tarefa.

A motivação pode ser o efeito de um bônus, de uma mudança de função, de um projeto novo ou de qualquer novidade no cenário profissional. 

Já o engajamento no trabalho está relacionado a dois elementos importantes: compromisso e garantia. Ou seja, estamos nos referindo ao envolvimento do colaborador com a organização, a partir das seguintes diretrizes:

  • Satisfação;
  • Identificação;
  • Comprometimento.

A Pulses entende o engajamento como um fenômeno mutável e dinâmico. Dessa forma, ele contempla aspectos cognitivos, emocionais e físicos, alinhados aos propósitos organizacionais e pessoais.

Isso quer dizer que ele proporciona um envolvimento ativo, dedicado e persistente no desempenho dos papéis, com senso de eficácia, confiança e realização. Vale dizer que o engajamento da equipe não pode ser medido pela quantidade.

Afinal, é possível que um colaborador seja pontual e assíduo, faça horas extra, mas não esteja engajado com a empresa. Então, como saber se o profissional é ou não engajado? Continue a leitura para descobrir. 

O que é um profissional engajado?

O colaborador engajado é aquele que entende que a missão da empresa está de acordo com seus valores. Ele se sente confortável para investir nela com seu trabalho, porque sabe se seus objetivos são coerentes com os da organização. 

Veja que estamos falando de uma troca.  Portanto, empresas que se preocupam com equipe engajada devem investir em seus colaboradores, com base nos elementos a seguir:

Relação para além do contrato de trabalho

No contexto da gestão de pessoas, além da troca financeira, o  profissional engajado cria com a empresa uma ligação para além do contrato de trabalho. Afinal, ele cria vínculos culturais, sociais, afetivos e emocionais com a organização. 

Isso tende a criar um cenário pautado na colaboração. Mais do que trocar suas habilidades laborais por salário, o colaborador coopera, se empenha, realiza suas tarefas com qualidade e está disposto a evoluir para aperfeiçoar sua entrega. 

Proatividade e autonomia

Os elementos pessoais interferem no engajamento no trabalho. Aqui, podemos falar de motivação, comprometimento, autoconfiança e otimismo. Estes elementos são fundamentais para que as atividades sejam executadas com autonomia.

Quando falamos em autonomia no trabalho, estamos lidando com uma série de elementos que permitem que o colaborador esteja no comando de suas ações. Isso envolve experiência, atitude e iniciativa, geradas a partir da segurança. 

Plano de carreira

Para aumentar o engajamento do colaborador,  é preciso que o RH valorize, entre outras coisas, a avaliação de desempenho e a evolução profissional dentro da empresa. Isso faz parte de um cenário fundamental, que é  do plano de carreira.

O plano de carreira está relacionado, não apenas ao aumento de salário, mas também à adoção de medidas de inovação. É preciso acompanhar as tendências de mercado e, sobretudo, na valorização das habilidades de cada pessoa.

Comunicação institucional assertiva 

A criação de canais eficazes de comunicação, bem como a adoção de sistemas de gestão  dinâmicos fazem toda diferença na consolidação do engajamento corporativo. 

É preciso criar diferentes meios de conexão com a equipe. Isso pode ser feito por meio de treinamentos gamificados, palestras com especialistas em determinadas áreas, eventos de descompressão, entre outras atividades. 

É importante incentivar conversas sobre engajamento entre líderes e equipes. Falar abertamente sobre funções, ambiente de trabalho, estilo de liderança, cultura organizacional e clima é uma forma de melhorar a comunicação empresarial. 

Quais fatores impactam o engajamento corporativo?

A confiança é um dos pré-requisitos de uma equipe engajada. Existem metodologias que impactam nesse sentimento, indicadas por estudos de especialistas em comportamento humano, data science & analytics e experience designers da Pulses.

As análises agruparam em 12 dimensões fatores apontados pela literatura como influenciadores do engajamento. São aspectos que interferem no nível de satisfação dos colaboradores na rotina de trabalho, definidos por:

Alinhamento com a empresa: conhecimento e afinidade da equipe sobre valores, missão, visão e história da corporação;

Bem-estar: equilíbrio dos componentes mentais, físicos e emocionais, como estresse, hábitos alimentares, disposição física, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e práticas de prevenção a doenças;

Carreira: crescimento profissional com oportunidades internas, nível de comprometimento, gerenciamento da carreira e sintonia entre objetivos pessoais e organizacionais;

Desenvolvimento profissional: autonomia do colaborador para desempenhar suas atividades e percepção a respeito das possibilidades de desenvolvimento ou aprimoramento dentro da empresa;

Embaixadorismo: imagem da empresa para os profissionais que nela trabalham e senso de pertencimento a ponto de “vestir a camisa”;

Estrutura: equipamentos, condições do ambiente de trabalho, políticas e práticas da organização;

Feedback e reconhecimento: frequência e qualidade de informações recebidas sobre as entregas do dia a dia, além da autoavaliação do colaborador;

Felicidade: o quanto a pessoa se sente realizada profissionalmente e qual é o seu estado emocional fora do ambiente da empresa (visão de futuro, autoestima e relacionamento com a família);

Inovação: abertura da organização e da liderança para sugestão e implementação de novas ideias;

Justiça: divisão de recursos disponíveis (ou a serem obtidos) e critérios de promoção e remuneração dos funcionários;

Liderança: comunicação, confiança, apoio para evolução profissional e competência do líder para estar à frente do time;

Relacionamento interpessoal: saudabilidade das relações entre pares, gestores, clientes e parceiros, considerando respeito à diversidade, espírito de equipe e maturidade.

Como engajar as pessoas no trabalho?

De acordo com dados sobre engajamento compartilhados por uma pesquisa realizada pela Forbes, esse tipo de conceito pode trazer:

  •  Aumento de 10% na retenção de clientes;
  • 20% na lucratividade;
  • 17% na produtividade; 
  • redução de 24% em turnover;
  • 41% nas faltas.

Ter uma equipe engajada é contar com pessoas pró-ativas, felizes e alinhadas aos propósitos da empresa. O profissional deve se sentir motivado a colaborar com  ideias e gerar resultados. Por isso, vale considerar os seguintes contextos: 

Liderança estratégica: Os líderes devem criar medidas para compreender as necessidades particulares e coletivas dos colaboradores. Isso implica em conversas regulares e criação de um contexto de acolhimento e retroalimentação.  

Exploração do potencial: Instituir planos de carreira e estimular a realização de aperfeiçoamento profissional com cursos são 2 formas de  engajamento no trabalho. O RH e as lideranças devem auxiliar o colaborador a desenvolver e aperfeiçoar suas competências. 

Feedbacks consistentes: É fundamental instaurar na empresa um plano de ação voltado para a  melhoria de desempenho. O ideal é associar o feedback a algo positivo e não recorrer a ele somente em situações negativas. 

Alinhamento de expectativas: O profissional engajado reconhece que seu trabalho é de alto valor para a empresa.  Isso deve ser reforçado pelo RH e pelas lideranças com frequência, por meio da criação de metas  e instauração de um senso de propósito. 

Reconhecimento de esforço: A recompensa pelo desempenho pode ser dada por meio de incentivos que aprimoram performances. Elogios, benefícios, remunerações consoantes com o mercado são exemplos de reconhecimento.

Cultura com foco em pessoas: É importante instaurar situações em que  colaborador se sinta acolhido do ponto de vista afetivo. Isso  pode ser feito por meio da criação de ambientes para descontração e descompressão durante a jornada.

Técnicas de engajamento de equipes

É natural a preocupação de qualquer negócio com a percepção do cliente em relação a uma marca. Queremos manter uma boa impressão, ser referência no serviço ou produto oferecido. 

Mas, qual é a visão do seu cliente interno? A forma como os talentos da organização enxergam a empresa pode dizer muito sobre engajamento (e interferir na imagem dela lá fora)

Manter uma equipe verdadeiramente envolvida com o negócio também vai refletir em como ele é visto no mercado. Diante disso, é importante considerar os seguintes questionamentos:

  • Mesmo com uma proposta melhor de trabalho, o colaborador pediria demissão?
  • O profissional tem orgulho de fazer parte dessa empresa?
  • A empresa inspira o melhor da equipe todos os dias?
  • O time está contente com a liderança?
  • O colaborador recomendaria a empresa para parentes e amigos? 

Essas perguntas podem ser solucionadas com questionários diretos, atividades gamificadas,  entre outras maneiras. Depois de uma análise detalhada dos dados, é importante investir em técnicas de engajamento de equipes, como:

  • Criação e compartilhamento de metas;
  • Estabelecimento de planos de crescimento profissional;
  • Estratégias de retenção de talentos;
  • Ações de engajamento no home office, como capacitações à distância, criação de canais eficazes para integração da equipe e suporte estrutural para a criação de um ambiente acolhedor de trabalho;
  • Criação de benefícios que valorizam o bem-estar do colaborador para além da empresa, como atividades culturais e de lazer e incentivo à prática de exercícios físicos.  

Com uma equipe engajada, a tendência é que surjam outras técnicas que valorizam ainda mais a sensação de pertencimento do colaborador na empresa. É importante incluir e desenvolver o employer branding na rotina de trabalho. 

É necessário apostar no marketing para o seu público interno. Reforce a forma de pensar da empresa, exerça e incentive o reconhecimento no dia a dia e promova ações de nutrição da identidade da marca. 

Compartilhar a história, trabalhar a missão e os valores da organização são ações que geram senso de pertencimento, essencial para o engajamento da equipe.

No entanto, de nada adianta iniciar ações isoladas, sem nenhuma relação com o estilo e a cultura organizacional da empresa. Planejar o employer branding exige esse cuidado.

Pessoas que se reconhecem nos valores da organização levarão essa mensagem adiante espontaneamente. A comunicação positiva chega aos clientes e aos talentos do mercado que ainda não fazem parte da equipe. 

A comunicação assertiva, sobretudo em contextos de trabalho remoto, é essencial para estruturar o engajamento no trabalho.

Como medir o engajamento dos colaboradores

Para constituir uma equipe engajada, é importante investir em tecnologias e aplicar pesquisas contínuas. Ambas são importantes ferramentas para uma atuação estratégica e conjunta entre o RH e a liderança da empresa.

Em relação às pesquisas, as perguntas certas favorecem a autoestima dos profissionais. As respostas (anônimas, para que haja participação franca) são fontes de informações para entender as melhorias necessárias na organização.

São várias as razões para se medir o engajamento de colaboradores. Além de ser uma forma de avaliar a efetividade da atuação do RH e dos líderes, abrir um canal para ouvir as pessoas permite:

  • A antecipação diante de possíveis problemas;
  • O fortalecimento da cultura colaborativa (a partir de ideias e insights vindos das equipes);
  • A promoção da melhoria da performance dos times;
  • A manutenção de um posicionamento competitivo  no mercado.

Com a dedicação da sua área de RH junto aos líderes, existem grandes chances de aumentar o eNPS (Employee Net Promoter Score, indicador que avalia a lealdade e a satisfação das pessoas com a organização). 

Claro que o caminho é longo e o conteúdo é extenso. É por isso que a Pulses se preocupa com cada detalhe do processo de engajamento no trabalho e criou o e-Book Construindo uma cultura de engajamento.

Um de nossos objetivos com este material é  ampliar seu olhar e apresentar novas possibilidades de atuação em direção à conquista de uma equipe engajada. Conte com a Pulses para isso.

Renato Navas Cofounder e Head de People Success da Pulses. Psicólogo, pós-graduado em Administração, especialista em Leitura e Manejo de Grupos, Executive Coaching & Leadership Mentoring, Análise Transacional e Team Coaching. Experiência de mais de 15 anos em programas de desenvolvimento de liderança e de RH. Professor de pós-graduação em Gestão de Pessoas.  linkedin.com/in/renato-navas-27888016/
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