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Empatia no trabalho: 5 sinais de que sua gestão deve investir

Foto de Renato Navas, Especialista Pulses em People Sucess
Por Renato Navas 9 min leitura

A empatia é uma skill interpessoal que estimula colaboração e produtividade, confira como isso pode melhorar os resultados 

Não é novidade que as demandas no mundo corporativo estão sendo direcionadas, em boa parte, por habilidades humanas e sociais. Todo o aparato tecnológico da transformação digital passa a ser um mero figurante sem as soft skills, e a empatia no trabalho ganha mais destaque. 

Ter empatia é saber se colocar no lugar de outra pessoa para compreendê-la. Para isso, é preciso considerar aspectos de diversidade social e emocional.  

Este artigo da Pulses vai mostrar o quanto essa habilidade pode impactar diretamente na experiência do colaborador (employee experience) e no desenvolvimento de equipes e empresas!

Três pessoas analisando fichas de feedbacks com lupas nas mãos.

5 sinais de que a gestão deve investir na empatia

A reinvenção do ambiente corporativo foi acompanhada por uma revisão de competências e objetivos nas relações de trabalho. Pesquisas indicam que os profissionais estão procurando novas oportunidades em busca de mais propósito, flexibilidade e empatia. 

Se a sua empresa ainda não tem programas eficientes para colocar em prática uma gestão empática, é hora de refletir sobre isso e virar o jogo.

Vamos descrever, então, quais são os cinco sinais de que a sua corporação está em débito no quesito empatia!

1 Desinteresse da equipe

É exatamente isso: sem sinais de empatia, as pessoas podem perder o interesse por suas atividades. Algumas atitudes refletem isso, como:

  • distração excessiva dos colaboradores (por exemplo: uso frequente de redes sociais no horário de trabalho);
  • falta de comprometimento na execução de projetos extensos;
  • ausências ou pouca participação em reuniões;
  • entre outras.   

2 Queda da produtividade

Se um colaborador percebe que a gestão da empresa ou os seus pares não são empáticos, ela se torna mais inclinada a agir de forma indiferente às demandas no dia a dia. 

Podemos observar isso com o descumprimento de horários e prazos, ou quando uma entrega vai muito além do tempo necessário para ser entregue. 

Por essa razão, a falta de empatia interfere diretamente em métricas de avaliação de desempenho dos profissionais. Se a sua empresa estiver enfrentando esse tipo de situação, tenha isso como um sinal de alerta e investigue melhor!

3 Conflitos e falta de paciência entre colegas

Sem o hábito de perceberem a situação umas das outras, as pessoas potencializam comportamentos explosivos e impensados. É quando as discussões se tornam frequentes e ultrapassam os limites do que seriam conversas saudáveis.

Esse é um tipo de postura totalmente desalinhado a um ambiente seguro e diverso, e pode representar problemas de compreensão entre os profissionais. 

4 Alta frequência de reclamações

Com os cenários que já apresentamos até aqui, estabelece-se um contexto propenso a alimentar sentimentos de insatisfação nas equipes. Se as pessoas não estão felizes, tendem a se queixar mais. 

Portanto, a ocorrência de muitas reclamações também pode ser um indicativo de que a empatia não é um ponto forte no cotidiano da sua organização. 

5 Confusão de funções e pouca evolução profissional

A ausência de empatia pode tanto estagnar o desenvolvimento de profissionais quanto atrapalhar a delegação de tarefas. Isso porque, de alguma forma, o gestor ou os próprios pares terão que encontrar meios de suprir a baixa produtividade.

Sob outra perspectiva, pode ocorrer ainda uma desmotivação tão grande a ponto de tornar o colaborador estático em uma função, sem vontade de buscar novas habilidades.

Empatia no trabalho: por que investir?

Agora, por que isso tudo tem a ver com empatia?

Bom, passamos acima pela descrição de circunstâncias que levam a gestão a consequências drásticas. Afinal, se temos profissionais desinteressados, desmotivados e insatisfeitos em uma organização, a médio e longo prazos isso certamente resultará em:

  • prejuízos para o employer branding;
  • aumento do turnover;
  • pouca ou nenhuma retenção de talentos.

Com isso, fica fácil entender por que é importante direcionar investimentos para ações de empatia no trabalho, não é mesmo? 

Basta imaginarmos os dois possíveis cenários:

Tabela ilustrando cenários com e sem empatia representando a empatia no trabalho

Em qual das duas opções você se sentiria mais à vontade para convivermos de forma saudável com as pessoas? 

Claramente, seria no primeiro, em que a empatia favorece pontos expressivos para proporcionar uma experiência acolhedora e compreensiva. 

Qual a relação da empatia com o Clima Organizacional?

Práticas de empatia no trabalho, especialmente entre líderes e liderados, sustentam interações de confiança e de respeito. Isso leva à construção de um lugar com apoio emocional e tratamento rápido — ou mesmo prevenção — em casos de esgotamento e estresse. 

Um relatório do LinkedIn, por exemplo, cita a empresa de telecomunicações Axiata como referência. Lá, os treinamentos dos gestores incluem instruções e maneiras de identificar sinais de desgaste nos times. 

É uma iniciativa que impulsiona o clima organizacional baseado em senso de pertencimento e no bem-estar corporativo a partir de líderes empáticos. Dificilmente o ambiente da corporação será desestabilizado por fatores de estresse ou sobrecarga de atividades. 

Esse é o ponto de maior conexão entre empatia,  clima organizacional e engajamento. Com indicadores de clima em alta, colaboradores se tornam mais colaborativos e, consequentemente, produtivos. 

Com as mudanças trazidas pela pandemia e a flexibilidade do regime de trabalho, atitudes empáticas se destacaram como uma forma de aproximar as pessoas, mesmo em jornadas à distância. 

Como desenvolver a empatia no ambiente de trabalho

Vamos, agora, a dicas práticas para inspirar sua equipe de gestão a promover ações de empatia na rotina corporativa.

Mulher preenchendo um checklist com um grande lápis na mão

Desenvolva as lideranças

O principal ponto de apoio de qualquer estratégia de gestão de pessoas é contar com a participação dos líderes da empresa. A atuação em conjunto tem força propulsora suficiente para levar os direcionamentos necessários a todas as camadas da organização. 

Por essa razão, aposte na parceria do time de RH com os gestores e tenha como primeiro passo a inclusão da empatia em treinamentos e estilo de liderança praticado pelo seu negócio. O desenvolvimento das lideranças é fundamental nesse processo!

Discuta o tema com as equipes

Falar sobre o assunto em reuniões com os colaboradores é essencial para expressar o valor da empatia como condição para que todos alcancem mais qualidade nas relações do dia a dia. As pessoas querem ver as empresas reconhecendo a relevância desse tipo de postura. 

Para que você tenha uma ideia, o LinkedIn divulgou uma pesquisa indicando que houve aumento de 147% no compartilhamento de anúncios de vagas que citam o termo “bem-estar” entre 2019 e 2022.

Já falamos anteriormente sobre a relação entre esse sentimento e a empatia, certo? Sendo assim, inclua o tema na pauta, abra o espaço para discussões e ideias e leve os insights dos times para o planejamento!

Incentive o exercício de atitudes empáticas

Demonstre aos colaboradores o que são realmente atitudes de empatia no trabalho. Deixe claro, tanto para lideranças quanto para liderados, direcionamentos que facilitem essa compreensão.

Explique que a empatia significa:

  • ouvir as pessoas com atenção;
  • imaginar-se no lugar do outro;
  • não fazer julgamentos;
  • ter interesse em aprender sobre as diferenças;
  • respeitar o tempo de cada um. 

Dessa forma, será mais fácil reforçar o que caracteriza relações empáticas no dia a dia. 

quatro pessoas se ajudando no trabalho, representando a empatia no trabalho

Promova a diversidade e a inclusão

Um estudo da McKinsey comprovou que adotar diversidade e inclusão nas empresas gera um ambiente mais propenso a comportamentos empáticos no trabalho. 

Isso acontece porque funcionários passam a ter 152% mais probabilidade de afirmarem que podem propor novas ideias e maneiras de fazer as coisas, e 11% mais chances de serem quem realmente são.

Isto é, o ambiente adquire segurança. Esse é um requisito primordial para que as trocas diárias passem a ser baseadas em empatia, uma vez que diversidade e inclusão estão totalmente ligadas a esse tema.

Crie um espaço para compartilhar histórias

Um artigo da Harvard Business Review sugere que as empresas se dediquem a proporcionar espaços para o compartilhamento de experiências com a finalidade de facilitar o diálogo. 

Por exemplo:

  • clubes de leitura;
  • encontros para contação de história e discussões abertas;
  • transparência sobre pesquisas e percepções negativas;
  • entre outros. 

Mais uma vez, a segurança psicológica precisa existir para que as pessoas possam se apresentar como realmente são. A partir disso, a empatia cumpre o seu papel de aproximar situações diversas e de estabelecer circunstâncias para a compreensão mútua. 

Faça pesquisas de clima

Aa pesquisas contínuas de clima organizacional são uma excelente ferramenta para captar e organizar informações com evidências para uma atuação estratégica do RH.

Você se lembra do que comentamos há pouco sobre os sinais de que sua empresa pode melhorar em questão de empatia?

Todos aqueles fatores — além de muitos outros — podem ser revelados a partir dessa leitura do ambiente. É o que faz a solução da Pulses, com a medição frequente de dimensões capazes de revelar os principais preditores de engajamento dos colaboradores.

Pesquisas de clima têm o potencial de retratar diagnósticos precisos, e ainda de construir um histórico de dados indispensável para nortear tomadas de decisão. 

Sem contar que a própria atitude de disponibilizar um canal de escuta aos colaboradores já representa, por si só, uma prova de empatia por parte da companhia. 

Identifique continuamente pontos de melhoria

Investir em pesquisas de clima como uma prática de costume da gestão de pessoas tornará possível o aprimoramento contínuo das iniciativas. As transformações internas e externas e a dinâmica do mercado de trabalho exigem esse traço de adaptabilidade.

Ou seja: tenha em mente que o RH precisa ser diferente do que conhecemos tradicionalmente. É quando entra em cena o RH ágil e estratégico, com o mindset de que situações diversas vão surgir e que novas respostas precisarão ser buscadas. 

Por isso, é imprescindível contar com tecnologias que orientem e viabilizem a identificação de pontos de melhoria. 

O bem-estar emocional como facilitador da empatia no trabalho

A mensuração do bem-estar emocional contribui para a assertividade das práticas e programas voltados à melhoria da satisfação e do engajamento colaboradores, assim como do indivíduo dentro e fora da empresa.

Com isto, a empatia entre as pessoas aumenta e o ambiente de trabalho fica mais leve e agradável. 

Com a pesquisa da Pulses, é possível acompanhar o estado emocional dos colaboradores e criar planos de ações para promover melhorias no ambiente organizacional. Não perca mais tempo e conheça a pesquisa de Bem-estar Emocional da Pulses!

Duas pessoas conversando dentro de balões de diálogos, em referência ao feedback e ao engajamento

Renato Navas Renato Navas é Cofounder e Head de People Success da Pulses. Psicólogo, pós-graduado em Administração, especialista em Leitura e Manejo de Grupos, Executive Coaching & Leadership Mentoring, Análise Transacional e Team Coaching. Experiência de mais de 15 anos em programas de desenvolvimento de liderança e de RH. Professor de pós-graduação em Gestão de Pessoas.  linkedin.com/in/renato-navas-27888016/
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